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Hydesville
O ano de 1848 constitui o ponto de partida do Espiritismo.
Nos Estados Unidos da América do Norte, na aldeia de Hydesville, condado de Wayne, Estado de Nova York, começaram a produzir-se uma serie de fenômenos que chamaram atenção da sociedade da época.
Foi a 31 de março de 1848 às 22 horas que esses ruídos insólitos surgiram de maneira mais ostensiva. A noite foi terrível, das paredes provinham pancadas ou ruídos (rappings ou noises) que pareciam provir de uma inteligência oculta que desejava comunicar-se. As irmãs Katherine e Margareth Fox, duas meninas de 11 e 14 anos foram dormir no quarto de seus pais, mas os ruídos aumentaram; a irmã mais nova começou a bater palmas e da parede ouviu-se o mesmo número de batidas. A menina fazia perguntas e a parede respondia com um golpe para dizer «SIM» e com dois golpes para dizer «NÃO». Descobriu-se que as revelações ruidosas partiam do Espírito de um mascate, de nome Charles Rosma, que fora assassinado e sepultado no porão da casa, pelos antigos proprietários e que só agora podia comunicar-se com a família dos Fox, adeptos da igreja Metodista. Os acontecimentos comoveram a população da vila, aparecendo depois as primeiras demonstrações públicas no salão maior de Rochester, o Corinthian Hall, o que resultou na formação do primeiro núcleo de estudos. Um dos frequentadores, o Sr. Isaac Post, implementou um sistema de comunicação através de um alfabeto para formação de palavras mediante convenção de que cada letra corresponderia a determinado número de pancadas. Foi somente em 1910 que uns meninos encontraram no porão da casa, cabelos e ossos do antigo mascate Charles Rosma, constatando o fato.
As Mesas Girantes
Em 1850, os fenômenos se trasladaram para Europa e surgiram as chamadas tables parlantes ou mesas girantes. Tratava-se de uma mesa redonda com uma base de três pernas, ao lado da qual sentavam-se as pessoas, colocando as suas mãos sobre a superfície da mesa, a qual se movimentava, girava ou se mantinha sobre duas pernas para responder as perguntas. Por intermédio de um código alfabético semelhante ao usado pelas irmãs Fox, era possível conversar com o «invisível».
A sociedade francesa se divertia ao fazer perguntas à mesa. Estas sessões se converteram numa espécie de febre em Paris. A senhora Girardin desenhou uma sofisticada mesa, que tinha o alfabeto desenhado na sua parte superior. Um ponteiro metálico formava parte também do engenhoso instrumento.
Conforme girava, ela anotava as letras escolhidas pelas forças invisíveis para fazer seus ditados. A comunicação evoluiu, passando-se a utilizar uma cestinha, na qual se introduzia uma caneta e sobre ela, os participantes colocavam as mãos.
Logo surgiu a escrita automática, onde se colocava a caneta apoiada na mão do médium para receber as mensagens.
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